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  • Matheus Queiroz

Nova masculinidade: como ela altera a forma de consumo?



A luta pelos direitos de diversas minorias políticas trouxe para o centro da sociedade atual muitas discussões. Entre elas, a principal é sobre como romper estereótipos e estigmas que ajudam a reforçar preconceitos, como racismo, LGBTfobia e misoginia. E é claro que a publicidade e a propaganda, grandes responsáveis por produção de sentido, não deveriam ficar de fora destas mudanças de perspectivas.

O Think With Google publicou recentemente um dossiê sobre a nova masculinidade, o machismo enraizado na nossa população e a relação do homem brasileiro com esta recente forma de consumo, que busca romper com os estereótipos danosos criados pela cultura patriarcal. Aqui, reproduziremos os pontos mais relevantes deste artigo, junto à nossa perspectiva enquanto empresa de marketing digital.

O que é a nova masculinidade?

A nova masculinidade nada mais que é que uma nova visão do que é “ser homem”. Ainda nos dias de hoje, a masculinidade é associada à força física e emocional e a um distanciamento de tarefas tidas como “femininas”. Esses valores são ensinados aos meninos ainda na primeira infância e ajudam a gerar um conceito intitulado como masculinidade tóxica.

Homem que é homem gosta de futebol. Cozinhar e cuidar do lar são coisas de mulher. Homem que chora é “viadinho”. O sujeito que se permite ser vulnerável e expressar seus sentimentos ou que simplesmente resolve se aventurar em cozinha ou cuidar da pele tem a reputação manchada e a sexualidade posta em prova. É a comprovação de que o machismo e o patriarcado afeta, também, o próprio homem.

Cria-se uma geração de homens com problemas emocionais cada vez mais reprimidos e dependentes nas tarefas mais básicas. Esses padrões não apenas atrapalham o desenvolvimento do próprio homem, mas também ajudam a reforçar o machismo e a LGBTfobia na sociedade.

Segundo dados publicados no dossiê, os homens se suicidam, matam e morrem muito mais que as mulheres. Em contrapartida, as mulheres desempenham o dobro do tempo do homem em tarefas domésticas e ainda ganham apenas 75% em comparação a eles no mesmo cargo. Esses dados explicitam evidentemente o que o conceito de superioridade física, emocional e intelectual masculina gera na sociedade.

Por essa razão, o feminismo e a luta LGBT também são aliados no combate à masculinidade tóxica. Aqui, cabe reforçar que machismo e feminismo não são conceitos contrários. Feminismo não prega a superioridade da mulher e, sim, igualdade de direitos entre ambos os gêneros.

As novas formas de identidade e consumo

Apesar de as discussões sobre masculinidade tóxica ainda não serem tão intensas, podemos observar mudanças de perspectivas a partir dos dados revelados pelo dossiê do Google. Os homens assistiram 10 milhões de vezes a conteúdos relacionados ao tema no YouTube. Além disso, houve um crescimento de 44% pelo público masculino nas visualizações em vídeos relacionados à beleza.

Como contribuição do marketing, é preciso pensar uma nova perspectiva de apresentação do seu produto. É difícil quando se tem um público alvo muito específico, mas não é impossível. Por isso, não recorra a estereótipos, especialmente, os relacionados à força física e poder. Homens podem e devem ser vulneráveis e aprender a dividir controle com as mulheres.

Forneça, também, informação ao seu comprador, para além de vender um produto. Muitas vezes, homens propagam machismos por ignorância e desconhecimento do tema, afinal, vivemos em uma sociedade em que condicionamos até as mulheres para reproduzirem machismo. Se sua marca se posiciona contra os estereótipos nocivos de masculinidade, procure realizar campanhas que funcionem como um diálogo. Apresente a ideia e ofereça um espaço de troca.

Quando foi a última vez em que você assistiu a um comercial de cerveja com mulheres seminuas trajando biquínis? A sociedade está em constante transformação e as propagandas precisam acompanhar. Isso vale, também, para os itens voltados ao público feminino! Um homem sarado exalando força em um comercial de cuecas tem tanta influência negativa quanto um comercial de amaciantes onde só aparecem mulheres.

Enquanto agentes de marketing, precisamos entender que, ao pensarmos nossa forma de comunicação com os clientes, estamos nos posicionando a favor (ou contra) a alguma causa, seja de forma direta ou indireta. Não devemos ignorar nossas responsabilidades e pensar cuidadosamente o tipo de mensagem que estamos passando ao criar uma campanha.